
ACORDAMOS E SENTIMO-NOS VAZIOS DE SOMBRA
entelékheia: (?)
CONCEPTUALIZAÇÃO
(SINOPSE NÃO VINCULATIVA)
Santo Neoish (FKA Santo Ren-Dohedo), divindade extenuada com a sua incapacidade para reverter a tendência decadente e fratricida da Humanidade, sonha com o conforto da morte, promessa de libertação que o seu estatuto imortal impossibilita.
Após longa espera e sucessivas súplicas a Der Thöth, excelsa criatura patrona da Morte e da Arte e única capaz de conceder a Santo o seu desejo, ela surge em seu auxílio. Esta afirma que o suicídio do Deus seria possível, mas tal requereria o cumprimento de condições muito particulares e a aquiescência a um pacto pernicioso.
Assim, Der Thöth exige a Neoish que atinja um grau supremo de intoxicação alcoólica, através da ingestão de Shotentoten, o Elixir da Insanidade, o qual provocará uma onírica viagem simultânea a vários tempos e a várias épocas passadas, presentes… e futuras. O objectivo do plano passa por expiar as falhas da Humanidade, por via da vivência de situações delas representativas, pois só desse modo a deidade se pode libertar do jugo que a prende.
O problema? Tratando-se de uma figura divina, a morte exequível para si é muito diferente da morte que os humanos conhecem – ela pode ser sentida, mas a mudança de estado, a passagem do ser para o não ser, é impossível de ocorrer. Como tal, o máximo a que pode aspirar é a um acto eterno de morrer, sem que o mesmo possa alguma vez consumar-se verdadeiramente. No processo, visões de milhares de anos de presença humana – e, quem sabe, algo mais… – no Universo, e os seus receios, medos, erros e ocasionais triunfos juntam-se num vórtex, expansivo, total e não linear, de emoções, vozes e experiências, transmitidas pelo olhar embriagado de Santo Neoish, o Deus suicida.
MODO DE EXECUÇÃO DO ROUND
A ser definido. Em princípio, formato livro.
LANÇAMENTO
A ser definido. Preferencialmente, até 2030.
DISPONIBILIDADE
A ser definida.
EXTENSÕES DO ROUND 5
A serem divulgadas em momento oportuno.
Imagem: Ilustração de Edmund Dulac (1912) presente em “The Bells and Other Poems” de Edgar Allan Poe.