HOPENTOTEN – A TIME-POEM

to be men not destroyers

KALERIN, PAVARTA SENTREDDUZ

entelékheia: amor

CONCEPTUALIZAÇÃO
(SINOPSE NÃO VINCULATIVA)

Santo Neoish (FKA Santo Ren-Dohedo), divindade extenuada com a sua incapacidade para reverter a tendência decadente e fratricida da Humanidade, sonha com o conforto da morte, promessa de libertação que o seu estatuto imortal impossibilita.

Após longa espera e sucessivas súplicas a Der Thöth, excelsa criatura patrona da Morte e da Arte e única capaz de conceder a Santo o seu desejo, ela surge em seu auxílio. Esta afirma que o suicídio do Deus seria possível, mas tal requereria o cumprimento de condições muito particulares e a aquiescência a um pacto pernicioso.

Assim, Der Thöth exige a Neoish que atinja um grau supremo de intoxicação alcoólica, através da ingestão de Shotentoten, o Elixir da Insanidade, o qual provocará uma onírica viagem simultânea a vários tempos e a várias épocas passadas, presentes… e futuras. O objectivo do plano passa por expiar as falhas da Humanidade, por via da vivência de situações delas representativas, pois só desse modo a deidade se pode libertar do jugo que a prende.

O problema? Tratando-se de uma figura divina, a morte exequível para si é muito diferente da morte que os humanos conhecem – ela pode ser sentida, mas a mudança de estado, a passagem do ser para o não ser, é impossível de ocorrer. Como tal, o máximo a que pode aspirar é a um acto eterno de morrer, sem que o mesmo possa alguma vez consumar-se verdadeiramente. No processo, visões de milhares de anos de presença humana – e, quem sabe, algo mais… – no Universo, e os seus receios, medos, erros e ocasionais triunfos juntam-se num vórtex, expansivo, total e não linear, de emoções, vozes e experiências, transmitidas pelo olhar embriagado de Santo Neoish, o Deus suicida.

Um dia
um dia escreverei que estiveste comigo este tempo todo
mesmo não estando na verdade
pois já que não te posso ter agora
desse modo guardarei a esperança de no futuro
quando tais versos forem lidos
estar contigo na mente dos que lendo
te imaginarão nos meus braços
apertados e brandos
e viverei novamente
vivendo finalmente ao teu lado
na mente de outrem
como viveste na minha
desde aquele dia e até ao último dia
Rainha e Senhora,
Dona e Patrona
de um paraíso
por mobilar.

in HOPENTOTEN – A Time-Poem, Round 2 (?) e Elvira – Pródromo do Round 2 (2024)

MODO DE EXECUÇÃO DO ROUND

Formato livro + pintura.
Longo poema imersivo, heteroglóssico, englobando traduções de textos de diversas culturas (da Antiguidade Egípcia, da Provença, da Modernidade, et cetera) e um vasto conjunto de anexos alusivos ao tema central.
O livro divide-se em (pelo menos) quatro partes.
A pintura sintetiza e expande o que é tratado no livro.

O LIVRO

Parte I: ad interim, na Lote #5 (Outubro de 2024):


Parte II: Elvira – Pródromo do Round 2, nas Edições Húmus (Novembro de 2024):

Parte III: Canções a Ester, edição de autor (exemplar único; Dezembro de 2025):


[Parte IV: Livro central, na Traça Edições, em data a revelar.]

A PINTURA

(a ser criada)

DISPONIBILIDADE

Parte I (livro): Revista Lote;
Parte II (livro): Edições Húmus;
Parte III (livro): Edição de autor; exemplar único e, consequentemente, inacessível a todas as pessoas… excepto àquela a quem o autor o ofereceu;
Parte IV (livro): A ser disponibilizada;
Pintura: A ser criada.

EXTENSÕES DO ROUND 2

A serem divulgadas em momento oportuno.




Imagem: Reprodução de um postal retratando uma ‘anima sola’.